terça-feira, 4 de novembro de 2008

Barack Obama: Uma voz



"A tua voz pode mudar o mundo"

Cerca de 78 por cento dos latino-americanos preferem Obama

Na recta final das eleições presidenciais norte-americanas, mais de três quartos dos eleitores hispânicos preferem o candidato democrata Barack Obama, de acordo com um último estudo hoje publicado. Segundo a última sondagem da The Univision/Reuters/Zogby, 78 por cento destes eleitores vão votar no Senador do Illinois e apenas 13 por cento preferem o rival John McCain, senador do Arizona.

Na sondagem, que foi feita entre 30 de Outubro e 2 de Novembro, foi também perguntado aos entrevistados quais seriam os principais problemas que gostariam de ver resolvidos pelo próximo ocupante da Casa Branca. Para 54 por cento dos inquiridos as questões relacionadas com a economia e com o emprego são decisivas na hora de escolher o candidato, seguidas da saúde e da imigração, com 12 e 11 por cento, respectivamente.

A população dos Estados Unidos é composta por 15 por cento de hispânicos, mas apenas nove por cento pode votar. No entanto, por serem uma camada indecisa, estes eleitores podem ainda mudar o rumo das eleições, em especial nos estados do sudoeste do país, assim como na Florida.

Fonte: Reuters

Obama e Biden já votaram

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, já votou em Chicago. O senador do Illinois compareceu nas mesas eleitorais pouco depois das 07h30 locais (13h30 de Lisboa), acompanhado pela sua mulher e pelas suas duas filhas.Ao fim da noite de ontem, cerca de 90 mil pessoas estiveram reunidas em Manassas (na Virgínia), onde Obama encorajou os seus partidários a não “afrouxarem, não se sentarem nem pararem, nem por uma hora, nem por um segundo” antes do fim do escrutínio. Num gesto fora do comum, o candidato agradeceu aos jornalistas que o seguiram durante os 21 meses de campanha pela “sua boa vontade e compreensão” apesar de “algumas fricções”.

Além do Presidente, os americanos são também chamados a renovar um terço do Senado e a totalidade da Câmara dos representantes. Segundo as sondagens, os democratas deverão reforçar a sua maioria no Congresso.Pouco depois de Obama, o seu candidato à vice-presidência, Joe Biden, votou em Delaware.

Fonte: Público

Deixem-me acreditar...

Naif. Chamem-me Naif. Ingénuo. Simplista. Romântico. Intelectual. Chamem-me essas coisas todas apenas porque ainda acredito. Como escreve hoje o João Miguel Tavares no DN, porque tenho esperança. É esse o meu conforto.

Lembro-me do dia em que ouvi Obama discursar na Convenção Democrata, há quatro anos, quando os azuis escolheram Kerry para defrontar Bush. Fixei-lhe o rosto e guardei a novidade: “Não há a América “x” e a América “y”. Mais tarde acrescentou: “Não sei dividir o mundo entre bons e maus. Mas sei o que custa a injustiça de não poder ir até onde achamos que podemos ir”.

Não vou assumir que antecipei o fenómeno, mas compreendi-lhe a energia. Chamemos-lhe diferença. No fundo é isso, não é? Seguiram-se as primárias. E aí o mundo começou por ser Hillary. Portugal era Hillary. As pessoas com quem falava não acreditavam em Obama. Falavam da superficialidade da retórica. Tudo porque ninguém quer ficar do lado do derrotado, do eterno “se”. Hillary era certeza. Obama devaneio. E foi assim até à “Super Terça-feira”.

Passaram onze meses. Parece que foi ontem. Naif. Voltem a chamar-me isso e muito mais, apenas porque ainda tenho espaço para acreditar no fim do maniqueísmo. Dessa coisa tão conservadora de ver o mundo a preto e branco. Foi isso que aprendi ao logo desta caminhada. Sim. Que o D.Sebastianismo é apenas uma chaga lusitana. Não acredito que Obama seja a solução para todos os problemas do universo. Nem que tenha alma imaculada. Mas faz-me acreditar. Deixem-me, pelo menos por mais esta noite, continuar a acreditar...

O cenário mais provável é este...



Barack Obama consegue 338 votos eleitorais, contra apenas 200 do candidato republicano John McCain. Ao confirmar-se, trata-se de uma vitória esmagadora, tendo em conta que o vencedor necessita apenas de 270 votos para ser eleito.
Neste cenário, Obama alcança a vitória no Ohio e Florida, assim como no Nevada e na Virginia.
Assim o esperámos.
Nota: Infelizmente há já relatos de falhas nas máquinas de voto. É preciso ter bem presente o ano 2000, quando uma máquina eleitoral da Florida iniciou o programa de voto "oferecendo" mais de 12.000 votos a George W. Bush. O republicano venceu no Estado com uma margem inferior a 1%.

Barack Obama vence nas duas primeiras mesas de voto a fechar


Barack Obama já vence

Barack Obama foi o grande vencedor nas duas primeiras mesas de voto a abrir - e a fechar - no dia da eleição presidencial, em Dixville Notch e Hart's Location, duas pequenas localidades de New Hampshire.

Estas duas localidades mantêm a tradição, desde 1948, de serem as primeiras a abrir no dia da eleição, precisamente à meia-noite local, 05h00 de Lisboa.

Todos os inscritos votam, o que permite abrir imediatamente as urnas para contar os votos.
Em Dixville Notch, o senador democrata Barack Obama venceu o seu rival republicano, John McCain, por 15 votos contra seis. Um grande alarido sublinhou o anúncio do resultado, uma vez que é a primeira vez desde 1968 que ali ganha um democrata. Em Hart's Location registaram-se 17 votos para Obama contra 10 para McCain.

Ron Paul, um congressista republicano da tendência libertária (avessos à intervenção do Estado) que não conseguiu a nomeação do partido, obteve dois votos "write-in" - o processo eleitoral norte-americano permite que os eleitores escrevam o nome de candidatos da sua preferência que não constem dos boletins de voto. O independente de esquerda Ralph Nader que, por seu turno, consta dos boletins de voto, não conseguiu nenhum nas duas localidades. Hart's location também tem favorecido o candidato republicano desde que retomou o voto madrugador em 1996.

George W. Bush venceu nestas duas localidades na sua eleição e reeleição, respectivamente em 2000 e 2004.

Fonte: Expresso

Change Is Coming To America

Onde day to change the world!

Today is THE DAY!

"A Democracia é muito mais do que a vontade da maioria"
Barack Obama.

Que bom seria que esta noite a vontande da maioria fosse superior a todas as imperfeições da Democracia.

Como acompanhar a noite eleitoral?

Saiba aqui como acompanhar a noite eleitoral "hora a hora". É um bom guia para imprimir e ajudar a compreender o andamento desta madrugada!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Avó de Barack Obama morre na véspera das eleições

A avó do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, morreu hoje vítima de doença prolongada. “É com grande tristeza que anunciamos que a nossa avó, Madelyn Dunham, morreu pacificamente depois de uma batalha contra o cancro”, lê-se no comunicado assinado pelo senador do Illinois e pela sua irmã, Maya Soetero-Ng.

“Era a pedra angular da nossa família e uma mulher de uma extraordinária força e humildade. Foi a pessoa que encorajou e que permitiu que tivéssemos as oportunidades”, lê-se também no comunicado, citado pelo "Washington Post", onde os netos referem que sabem que Madelyn partiu sabendo o grande impacto que tinha nos netos e que perdurará. “O que lhe devemos vai além de qualquer medida”, dizem.

Obama aproveita ainda para agradecer antecipadamente todas as flores ou cartões que sejam enviados ou as orações que sejam feitas “durante este tempo difícil” e informa que vão, mais tarde, proceder a uma cerimónia fúnebre privada, como era desejo da senhora de 86 anos. E deixa um apelo: “Em vez das flores, pedimos-vos que façam uma doação para qualquer organização que trabalhe na investigação de uma cura para o cancro”.
Força Barack!
E amanhã dá-lhe mais motivos de orgulho..

Fonte: Público

Dia 4 de Novembro é Natal...

Sinto-me como uma criança no dia 23 de Dezembro. A excitação do dia seguinte. O acordar para um dia mágico. Parece que amanhã é Natal. Faltam poucas horas, um pouco mais de 24 horas para a magia começar a acontecer. Não é o Pai Natal que vai aparecer, não são os presentes que vão surgir debaixo da árvore de Natal. Mas é um dia de mudança, acredito que seja. É um dia em que milhões de pessoas do mundo inteiro estarão reunidas a aguardar o veredito e a sorrir. Vai ser uma noite de reunião, famílias irão juntar-se. Vão-se dar abraços, vão surgir sorrisos. A esperança consegue mover montanhas e amanhã o mundo inteiro vai-se encher dela à medida que as horas passam.

Amanhã vai-se fazer história. Eu que nunca acreditei em política estarei em frente da televisão, com os amigos. A sorrir e a brindar. "YES, WE CAN". E como diz no vídeo "Change and Hope!".

Mal posso esperar por amanhã, como uma criança que espera pela véspera de Natal. Obama não é o Pai Natal nem eu queria que fosse porque o Pai Natal não existe mas Obama existe!

Noite eleitoral

"Onde estavas tu no 4 de Novembro de 2008?"

Para que não sejas obrigado(a) a dizer que estavas a dormir numa noite que pode ser histórica, amanhã vamos organizar a maratona eleitoral lá em casa. Quem quiser aparecer já sabe...

Se quiseres levar qualquer coisa para encher o “bandulho”, ou um líquido para matar a sede... estás à vontade! A partir das 22h45 a porta está aberta!

YES, WE CAN!

Rumo ao...



Cartoon por Bob Lang
CNN

O retrato dos apoiantes republicanos... e da Sr. Palin

O Sul republicano rendido à sua heroína
(McCain? Esse já era. Palin 2012!)

Num perfil que o New York Times fez de Sarah Palin, na semana passada, sublinhava-se a falta de interesses culturais da candidata a vice--presidente. O jornal lembrava que, quando adolescente, a única coisa que Palin lia eram as Selecções do Reader's Digest. No sábado, a campanha republicana programou um comício com Palin em Raleigh, capital da Carolina do Norte. A cidade foi berço de Andrew Johnson, filho de alfaiate e que trabalhou desde criança. Ele casou-se com Eliza, uma mulher ambiciosa que ensinou o marido a ler, aos 20 anos. Andrew meteu-se na política e foi convidado por Abraham Lincoln para vice-presidente. Afinal, na América, desde há muito se pode chegar a vice-presidente não se queimando as pestanas na juventude. E até a presidente, como foi Andrew Johnson (1865-69), depois do assassínio de Lincoln.

O comício de sábado foi no pavilhão onde se realiza a anual feira agrícola de Raleigh. As estradas que vão ter à capital da Carolina do Norte têm as bermas com relvados cuidados mas por esta época polvilhados de farripas brancas - é algodão que os camiões, vindos das colheitas, vão deixando cair. E Raleigh é a sede da célebre marca Lucky Strike, o tabaco sendo a outra produção local. A maioria, quatro em cinco, das viaturas estacionadas para o comício eram carrinhas de caixa aberta.

Duas horas antes de o comício começar já o pavilhão estava cheio. A Carolina do Norte fica sob a Virgínia, já é Sul profundo. Em Greensboro, cidade vizinha a Raleigh, quatro rapazes negros, em 1 Fevereiro de 1960, sentaram-se no balcão de uma lanchonete que dizia: "Só para Brancos." Não foram servidos, mas esperaram teimosamente o dia inteiro. O seu exemplo levou a outros sit-in, protestos pacíficos, que acabaram com a segregação racial no Sul dos Estados Unidos. Hoje, um terço da população de Raleigh é negra, a integração é oficial mas das centenas de pessoas que assistiram ao comício de Sarah Palin só uns 20 não eram brancos.

A cabeça rapada e luzidia de tão negra de Paul chamava a atenção. Ele estava com a mulher, Carrie, branca, e os filhos. São do estado de Nova Iorque mas há um ano vieram para a Carolina do Norte, para Apex, uma cidadezinha próxima, onde ele é vendedor da At'T, empresa de telecomunicações. "Tenho valores muito conservadores, sou cristão e portanto os meus candidatos são McCain e Sarah Palin", disse Paul para uma câmara de televisão, com o sorriso das explicações simples. Uma branca que assistia à entrevista, ao princípio desconfiada, desatou a bater palmas.

Sarah Palin ainda essa tarde tinha um comício em Polk City, na Florida, e demorava. Em Polk City haveria um incidente, noticiou-se depois, a organização local não pôs em lugar nenhum do comício o nome de McCain, só o de Sarah Palin. Mas no pavilhão de Raleigh eram camisolas "McCain-Palin" que se lançavam para a assistência. Martha Browne, de 45 anos, era outra das poucas caras morenas: mulata, veio da República Dominicana. Deixou o marido em casa, que era pró-Obama. Mas ela gosta dos republicanos. Enquanto se meneava ao ritmo do conjunto de bluegrass music Broke-N-Lonesome (Falido-e-Sozinho, um sintoma de crise), que fazia ranger os banjos, Martha explicou-se: "Amo a América, as músicas, as oportunidades."

Políticos locais subiam ao palco com a certeza de aplausos delirantes quando diziam o nome mágico. Que não era John McCain, mas Sarah Palin: "Sarah! Sarah! Sarah!" E também Joe, o Canalizador. Na assistência, alguém levantou um cartaz: "Eu sou Fred, o Camponês de Tabaco." E outro imitador que subiu ao palco para discursar. apresentou-se como "Mike, o Canalizador", a variante local do Joe de Ohio. Sem gravata e muito mais aplaudido que o antigo senador Bob Dole, candidato republicano de 1996, derrotado por Clinton. Enfim, de casaco azul-cobalto, grande alfinete com um elefante, símbolo republicano, Sarah Palin. As luzes apagaram-se antes de ela entrar e acenderam-se para a explosão. "Ela é que devia, ela é que devia...", diz Wren Rice, de 41 anos, para a mãe Robbin Blount, enquanto ambas abanavam bandeirinhas. Como se os republicanos já suspirassem por 2012.

Fonte: DN/JN

O poder da imagem



O candidato republicano às eleições norte-americanas John McCain estende a mão aos seus apoiantes durante um comício em Durango, Colorado.

Foto: Brian Snyder/Reuters

Falta pouco mais de um dia... para o grande dia.